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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quando o discípulo está preparado o mestre aparece(Livro-Vem!..Cenyra Pinto)

Esta afirmação poderá deixar certos discípulos menos avisados na expectativa de que um dia surgira à sua frente um mestre em trajes exóticos, falando coisas transcendentais para ministrar-lhes ensinamentos.
"Quando o discípulo está preparado o Mestre aparece" ou melhor, o discípulo o descobre em meio a multidão, esteja ele encoberto pelo mais discreto disfarce. O discípulo o encontra, fala-lhe e ouve a sua mensagem. "A ovelha ouve a voz do seu pastor".
O Mestre, tão esperado, pode ser um mendigo da rua, um transeunte qualquer, um companheiro de trabalho, um familiar, uma criança ou um velho; quando ele fala, quando transmite sua mensagem, o discípulo o reconhece, recebe e acata a recomendação transmitida.
Palavras soltas, aparentemente sem importância para os leigos, são recolhidas pelos que estão atentos e catalogadas no seu arquivo secreto, para executá-las mais tarde ou seguidamente.
"Que veja quem tem olhos de ver e ouça quem tem ouvidos de ouvir".
A sapiência ou a ignorância, a beleza ou a feiúria, a bondade ou a maldade, podem trazer o recado que precisamos, se estivermos vigilantes e atentos, com nossas antenas ligadas e calibradas.
Somos mestres e discípulos uns dos outros, e só a vaidade nos impede de reconhecer essa verdade. Esperamos coisas extraordinárias, seres excepicionais, palavras eloquentes, e assim passamos pela fonte que está à nossa porta e vamos, sedentos, procurar água, sem saber onde encontrá-la.
"Enquanto não nos vos tornardes como essas crianças-disse Jesus-não entrareis nos Reinos dos Céus".
Ser como criança, fazer das nossas experiências um valor novo, não medido por padrões, isso é renovação, é tronar-se ingênuo como uma criança.
Não tenhamos a ilusão de que um mestre especial vai surgir no nosso caminho para nos dar a mão e ensinar coisas extravagantes.
Tentemos captar suas mensagens, limpando nossa mente de preconceitos e vaidades, e ouviremos claramente sua voz, falando da "boca ao ouvido", na linguagem humana e despretensiosa de qualquer companheiro de jornada.

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